Enquanto seu antecessor (Big Sur) se preocupou em redesenhar a interface, o macOS Monterey focou em polir a experiência e turbinar a integração. Ele manteve a estética moderna introduzida anteriormente, mas trouxe recursos que transformam a maneira como usamos múltiplos dispositivos ao mesmo tempo.
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O grande astro desse sistema foi, sem dúvida, o Controle Universal. Imagine colocar seu iPad ao lado do Mac e, magicamente, mover o cursor do mouse de uma tela para a outra sem configurar nada. É isso que ele faz.
Com o Controle Universal, você pode usar o mesmo teclado e trackpad do seu MacBook para digitar no iPad. Mais do que isso, é possível arrastar arquivos de um dispositivo e soltá-los no outro. Isso eliminou barreiras físicas entre o tablet e o computador.
Outra adição muito bem-vinda foi o AirPlay para Mac. Por anos, usuários desejavam transmitir a tela do iPhone ou tocar música do celular usando as caixas de som potentes do iMac ou MacBook. O Monterey finalmente tornou isso nativo.
Agora, o Mac funciona como um receptor AirPlay. Você pode espelhar a tela do seu celular para mostrar fotos em uma tela maior ou fazer apresentações, transformando o computador em uma central multimídia de alta fidelidade.
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No quesito automação, o Monterey marcou a chegada do aplicativo Atalhos (Shortcuts) ao Mac. Antes restrito ao iPhone e iPad, ele veio para substituir gradualmente o complexo Automator, permitindo que usuários comuns criem rotinas automatizadas com facilidade.
O Safari também continuou sua evolução com os Grupos de Abas. Para quem trabalha com dezenas de sites abertos, isso foi um alívio. Você pode criar grupos temáticos — como "Trabalho", "Viagem" ou "Notícias" — e alternar entre eles instantaneamente, limpando a bagunça visual.
A produtividade ganhou um reforço com os modos de Foco. Evoluindo o antigo "Não Perturbe", agora você pode criar perfis específicos. Se ativar o modo "Trabalho", apenas notificações de apps essenciais (como Slack ou Mail) aparecem. No modo "Pessoal", o trabalho fica silenciado.
O FaceTime recebeu uma atenção especial, impulsionada pela necessidade de videochamadas melhores. O recurso SharePlay permitiu que pessoas assistissem a filmes ou ouvissem músicas juntas durante uma chamada, sincronizando a reprodução para todos.
Ainda nas chamadas, o áudio espacial e o isolamento de voz foram introduzidos. O sistema passou a filtrar ruídos de fundo (como barulho de obra ou ventilador), destacando a voz do usuário com uma clareza impressionante.![]()
Um recurso que parece mágica é o Texto ao Vivo (Live Text). O sistema passou a reconhecer textos dentro de imagens. Você pode abrir uma foto de um quadro branco ou de um cardápio e copiar o texto diretamente da imagem, como se fosse um documento do Word.
Para anotações rápidas, surgiu a Nota Rápida. Basta levar o cursor para o canto inferior direito da tela e um pequeno quadrado aparece. Clicando ali, abre-se uma nota flutuante para você registrar ideias sem precisar sair do aplicativo que está usando.
Em resumo, o macOS Monterey não tentou reinventar a roda, mas sim fazê-la girar com muito mais suavidade. Ele solidificou o ecossistema, tornando o Mac não apenas um computador isolado, mas o cérebro central de uma rede de dispositivos integrados e eficientes.