Quando falamos sobre a evolução do sistema operacional da Apple, o macOS Big Sur ocupa um lugar de destaque especial. Ele representou muito mais do que correções de segurança ou pequenos ajustes; ele foi a maior reformulação de design que o Mac recebeu em quase duas décadas.
A primeira coisa que se nota ao sair do macOS Catalina para o Big Sur é a estética. A Apple decidiu unificar a linguagem visual de todos os seus produtos. O sistema ganhou uma aparência mais limpa, arejada e moderna, aproximando-se muito da experiência visual do iPad e do iPhone.
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As janelas, por exemplo, abandonaram as bordas retas e adotaram cantos arredondados mais suaves. O uso de translucidez e desfoque aumentou significativamente, fazendo com que o conteúdo da janela pareça flutuar sobre o papel de parede, criando uma sensação de profundidade e hierarquia.
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Uma mudança polêmica, mas marcante, foi nos ícones dos aplicativos. No Catalina, os ícones tinham formas variadas e realistas. No Big Sur, todos foram padronizados para o formato de "ardósia arredondada" (o mesmo quadrado arredondado do iOS). Isso trouxe uma organização visual muito maior para o Dock e o Launchpad.
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Outra grande novidade importada dos dispositivos móveis foi a Central de Controle. Antes, você precisava caçar ícones espalhados pela barra de menus para ajustar o Wi-Fi, Bluetooth ou o brilho da tela.
Com o Big Sur, tudo isso foi consolidado em um único painel elegante no canto superior direito. Com um clique, você acessa controles de som, brilho do teclado, espelhamento de tela e o modo "Não Perturbe". Isso limpou a barra de menus, deixando-a menos poluída.
A Central de Notificações também foi redesenhada. As notificações passaram a ser agrupadas por aplicativo, facilitando a leitura, e os Widgets foram completamente reformulados. Eles ganharam tamanhos variados e um design mais informativo, permitindo personalizar a visualização de calendário, tempo e bolsas de valores.
O Safari, navegador nativo da Apple, recebeu atenção especial. Ele ficou visivelmente mais rápido e eficiente no consumo de energia em comparação com o Catalina. Mas o destaque foi a personalização: o usuário ganhou a liberdade de colocar uma imagem de fundo na tela inicial e escolher quais seções exibir.
Ainda no Safari, a privacidade foi reforçada com o "Relatório de Privacidade". Um ícone de escudo na barra de endereços passou a mostrar exatamente quais rastreadores de publicidade o navegador bloqueou naquele site, dando mais transparência ao usuário sobre seus dados.
O aplicativo Mensagens também deu um salto de qualidade. Antes uma versão simplificada no Mac, no Big Sur ele ganhou paridade com a versão do iPhone. Recursos como fixar conversas no topo, responder mensagens específicas inline (respondendo a um balão específico) e efeitos de mensagem finalmente chegaram ao desktop.
Até mesmo os sons do sistema foram remasterizados. Os alertas sonoros tornaram-se fragmentos de áudio mais curtos e refinados, criados para serem audíveis, mas não irritantes. E, para a nostalgia de muitos, o clássico som de inicialização (o "chime" ao ligar o Mac) retornou oficialmente.
O macOS Big Sur foi o sistema que preparou o terreno para o futuro da Apple. Ele rompeu com o visual clássico do OS X para entregar uma interface tátil, vibrante e coerente, tornando a transição entre usar um iPhone, um iPad e um Mac uma experiência quase imperceptível.